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quinta-feira, 18 de novembro de 2010


Estou cansada de tantas mentiras, de tanta inveja, de tanto ciúmes, de tanto drama, de tanta chatice, de tanto choro. Estou cansada de tudo o que você faz, já não agüento mais.

sábado, 13 de novembro de 2010


Um dia me perguntaram se eu acreditava em destino e a minha resposta foi um simples não. Isso já faz um bom tempo e hoje eu já não tenho tanta certeza sobre o que eu penso sobre destino. Não que alguma coisa tenha acontecido comigo, mas pelo o que aconteceram com os meus amigos. Destino pode realmente ser verdade, mas acho que não é destino encontrar alguém que ame você pelo o que você é, porque no mundo existem milhões de pessoas e entre tantas pessoas uma vai se identificar com você e se não se identificar... Bom, os opostos se atraem certo? Acho que destino é quando uma coisa inexplicável, surreal acontece. Desculpem-me se falei alguma besteira. E vocês acreditam em destino?

terça-feira, 9 de novembro de 2010


Lembra-se de quando estávamos deitados juntos, em frente a sua casa? Lembra-se como o céu estava? Como as estrelas estavam próximas? Era uma noite estrelada de dezembro, essa noite faria um ano de que estávamos juntos e quer saber o que eu desejei quando aquela estrela cortou o céu com o seu brilho prateado? Que esse só seria mais um ano em meio a tantos. E como as estrelas foram trapaceiras comigo, porque hoje completa um ano que não te vejo. E toda vez que olho o céu lembro daquele dia, mas o céu não é mais o mesmo, nunca foi o mesmo. Hoje as estrelas fogem de mim, como se devessem alguma coisa para mim.

quinta-feira, 4 de novembro de 2010


Estou perdido em uma tempestade de neve. O vento assobia, atirando pedacinhos de gelo que espetam os meus olhos. Vou cambaleando, os pés afundando em camadas daquela brancura fofa. Grito por socorro, mas o vento não deixa que os meus gritos sejam ouvidos. Caio e fico ofegando na neve, perdido naquela imensidão branca, com o lamento do vento soando em meus ouvidos. Vejo que a neve está apagando as minhas pegadas. “Agora sou um fantasma”, penso eu, “um fantasma sem pegadas”. Volto a gritar, com a esperança sumindo como as marcas dos meus passos. Desta vez, porém, há uma resposta longínqua. Protejo os olhos com as mãos e dou um jeito de me sentar. Além das cortinas flutuantes de neve, tenho a breve visão de algo se movendo, um borrão de cor. Uma forma familiar se materializa. Uma mão se estende em minha direção. Vejo profundos talhos paralelos cortando a sua palma e o sangue escorrendo, tingindo a neve. Seguro aquela mão e, de repente, a neve desaparece. Estamos em um campo de relva verde-clara e macios flocos de nuvens deslizam no céu. Olho para cima e vejo o céu claro coalhado de pipas verdes, amarelas, vermelhas, laranja. Elas cintilam à luz do entardecer.
(O caçador de pipas)

quinta-feira, 28 de outubro de 2010


Eu sei o quão difícil é dizer adeus, e o quão difícil é dizer adeus a alguém que você gosta que você se importe, mas precisamos fazer isso. Precisamos deixar que a pessoa siga seu próprio caminho, sua própria direção. Hoje um professor disse-me que é muito mais fácil saber que ele só vai ser um simples “Professor” para a gente, que pelo menos quando todos nós formos embora ele já vai estar preparado para dizer adeus. E isso me fez pensar muito, me fez pensar de como eu fui ingrata ao dizer a deus as minhas amigas, como eu fui ingrata ao dizer adeus para as minhas manias e como eu fui ingrata ao dizer adeus aos anos que se passaram, que eu deveria simplesmente aceitar que tudo passou tudo mudou, e seguir de cabeça erguida sem simplesmente reclamar. Que apesar de tudo o que eu mais gostasse foi embora, elas foram porque tinha que ser assim, porque era o melhor para elas.

sexta-feira, 22 de outubro de 2010


Cartas, perfumes, fotos, papeis, videos, palavras, recados, roupas, musicas e mensagens, foram as unicas coisas que você esqueceu de levar com você e deixou aqui para me perturbar.

domingo, 17 de outubro de 2010


Eu lembrava dele de algum lugar, talvez de uma vida passada, aqueles olhos na cor de mel me traziam lembranças boas. Era como se uma vida passasse diante dos meus olhos. Ele sorria de tal forma que fazia meu coração se acelerar em batidas frenéticas, ele se aproximava calmamente ao meu encontro e entendi que ele não estava ali para me ver, por mais que ele me olhasse não era eu que ele enxergava. Ergui a minha mão para lhe chamar atenção, mas ele se foi. E onde ele estava só restava neblina e fiquei ali tentando projetar a imagem dele mais uma vez.